quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Entrevista: Sílvio Tendler

"O mundo do lado de cá"

Cineasta critica a globalização, diz que o Brasil está permissivo demais e aposta em uma reação que venha das periferias

Por FRANCISCO ALVES FILHO

Sílvio Tendler é um cineasta com curiosa mistura de outsider e campeão de bilheterias. No único intervalo em sua filmografia política, Tendler fez O mundo mágico dos Trapalhões e levou 1,8 milhão de espectadores aos cinemas. É o recorde para um documentário no Brasil. Os segundo e terceiro lugares também são dele, Jango e Os anos JK, respectivamente. Hoje, as bilheterias andam minguadas, mas ele resiste. "Não se pode ter a monotonia do entretenimento, como se no cinema não houvesse espaço para a reflexão", defende. Formado em história, ele discorre nessa entrevista sobre a desorganização social e política do País, a esperança numa renovação vinda das periferias e em novas formas de manifestação dos estudantes, que também lhe serviram de tema para um documentário sobre a UNE. Agora, chega às telas o documentário Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá, em que o intelectual expõe seu conceito de globalitarismo, a opressão patrocinada pelo atual modelo de globalização. "A grande batalha de hoje é pela opinião pública e eu acho que a gente tem de colocar pontos de vista diferentes, alternativos", enuncia Tendler.

Reconhecido por intelectuais de todo o mundo, o geógrafo Milton Santos recebeu o cineasta carioca para expor suas idéias numa tarde de 2001. Durante a conversa, documentada por uma câmera, Santos expôs suas críticas ao modelo de globalização que torna escassos os recursos naturais e empobrece ainda mais os miseráveis. Quase ao fim da conversa, Tendler questionou: "Professor, o que lhe dá a certeza de que suas idéias vão ter algum tipo de conseqüência?" Com os olhos brilhantes e o sorriso simpático, o geógrafo respondeu: "Você". Foi sua última entrevista - ele morreria cinco meses depois, de câncer - e, desde então, Tendler sentiu-se comprometido em multiplicar a mensagem do único acadêmico do Hemisfério Sul a receber o prêmio Vautrin Lud, espécie de Nobel da Geografia. Diabético, cardíaco e hipertenso, o cineasta mantém o bom humor e o espírito provocativo.

ISTOÉ - O que é globaritarismo, conceito criado por Milton Santos?
Sílvio Tendler - Ele formulou essa idéia em 2001, no livro Por uma outra globalização, pouco antes de morrer. É o fundamentalismo que faz do consumo a grande característica da nossa sociedade. A economia se ancora nisso. O mundo está produzindo muito mais do que a sociedade tem capacidade de consumir. Esse processo está levando à destruição do planeta e à desigualdade social. Isso é o globaritarismo: a imposição de padrões consumistas, inclusive a quem não tem condições de consumir. Milton Santos comparou esse fenômeno ao nazismo e ao fascismo.

ISTOÉ - Qual o modelo viável para substituir esse globaritarismo?
Tendler - Milton Santos não foi contra a globalização. Ele diz no filme, inclusive, que nunca houve civilização, agora é que estamos fazendo os primeiros ensaios do que será a humanidade. É contra a perversidade de nossos dias. Temos que construir um futuro melhor. E eu acredito nisso. Outro dia um jornalista me perguntou se eu não achava que a globalização era inevitável. Eu respondi que não só inevitável como necessária, desejada. Não sou contra a globalização. Mas contra esse modelo que permite a circulação de mercadorias e não permite a circulação de humanos.

ISTOÉ - Vivemos em desorganização política e social. Como implantar um modelo mais justo?
Tendler - Isso não é necessariamente ruim, já que evita o aparelhamento político que vivemos em outros tempos através de correntes políticas hegemônicas que pregavam idéias quase de forma totalitária. Temos uma grande diversidade política cultural em que várias minorias expressam seus pensamentos: os homossexuais, os sem-teto e por aí vai.
"Há uma cultura emergindo da periferia. Meninos da Baixada Fluminense com uma câmera de R$ 200 fazem cinema"

ISTOÉ - De onde viria essa renovação?
Tendler - Há uma cultura que está emergindo da periferia. Há os rappers que revelam a realidade das favelas. Temos meninos da Baixada Fluminense com uma câmera de R$ 200 fazendo cinema. Dou aula em uma universidade na qual o pessoal só quer filmar com câmeras caras. Ninguém acredita que com uma camerazinha de R$ 200 se pode fazer um filme de verdade. Tem o índio na floresta que usa a câmera para denunciar a derrubada de árvores. O outro índio, graças à internet e à parabólica, cria a rede de povos da floresta. Hoje há vários movimentos culturais autônomos na periferia. Não há como explicar o fenômeno dos Racionais MCs, por exemplo, que não aparecem na tevê. Tem o YouTube como uma vertente de renovação cultural, com trabalhos que fugiram do controle da grande mídia.

ISTOÉ - Um de seus trabalhos recentes é sobre a história do movimento estudantil. O sr. acha que os estudantes ainda podem mudar o País?
Tendler - Entrevistei do primeiro presidente da UNE ao que estava em exercício quando fiz o filme, o Gustavo Petta. Os dois dizem que a força do movimento jovem se deslocou para a periferia. A juventude está engajada, mas de outras formas. Hoje lidam com hiphop, lutam pelos direitos das minorias. Mudaram as formas de luta. Cabe aos líderes adequar as práticas da UNE à demanda do movimento estudantil.

ISTOÉ - É possível comparar os estudantes de hoje com aqueles que faziam grandes passeatas na década de 60?
Tendler - O País e o mundo eram muito diferentes. O Brasil tinha 160 mil universitários, hoje tem dois milhões. O crescimento das universidades foi maior que o crescimento demográfico. Além disso, a maioria dos estudantes estava em instituições públicas, estavam preocupados com as grandes questões nacionais, com a qualidade do ensino e outros temas. Hoje, a maioria vem de universidades privadas, buscam principalmente um lugar no mercado de trabalho.

ISTOÉ - Como essa crise afeta o seu trabalho?
Tendler - Quando lancei JK e Jango fiquei seis semanas no Rio e em São Paulo e repercutiu muito. Hoje, não tenho mais o mesmo espaço. A lógica de mercado obriga você a dar graças a Deus por achar uma vaga.

ISTOÉ - Vale a pena fazer filmes de conteúdo político e social?
Tendler - Acho que está na hora de a sociedade brasileira se rediscutir. A gente tem que usar o cinema e outros meios de comunicação para colar os caquinhos do nosso arcabouço social. O que talvez explique as baixas bilheterias é que temos a liberdade de chegar à sala, mas não temos os meios de chegar ao público, você não consegue se comunicar com o espectador. Eu acabo virando uma exceção. Lancei o filme em cinco cinemas, com sessões alternativas, contra 500 cinemas com horário integral dos Simpsons. A batalha desigual é essa. Os caras vêm com uma tremenda mídia do Exterior, com grana, mídia nacional, são heróis da tevê, a garotada vê, curte... Mas não é por isso que eu vou deixar de fazer cinema. Eu acredito nisso. Trabalho de formiguinha. Melhor falar para três mil pessoas que para nenhuma.
"Em um dos episódios da série Malu mulher, um dos personagens tenta o suicídio. Na Suécia, esse episódio não foi ao ar"

ISTOÉ - Quais as conseqüências dessa concentração de poder midiático?
Tendler - Acabou a idade da inocência. Milton Santos dizia que quatro ou cinco grupos dominam a mídia no mundo. Não estava falando apenas do jornalismo, mas também do entretenimento. Como a indústria dos games, por exemplo. As pessoas dizem que eu sou didático. Na minha interpretação, didático é o cinema americano, que ensina a matar. A gente fica assistindo a essa violência no cotidiano com uma passividade... A gente não quer falar a verdade: o rei está nu, essa é a indústria de massas. As crianças desde pequenas se habituam com o conceito de serial killers a partir dos games. Elas vêem filmes desse tipo. Com as novas tecnologias é possível misturar personagens reais e animação. Toda essa violência que a sociedade está vivendo é formada pela cultura de massas e ninguém discute. Isso serve de controle social, prega o egoísmo, a individualidade, as pessoas deixam de ter solidariedade.

ISTOÉ - A classificação indicativa poderia ajudar?
Tendler - O grande problema da classificação indicativa seria o despreparo das pessoas que fazem essa indicação. Vou te dar um exemplo surrealista: meu filme foi indicado para 12 anos por ter "palavras de baixo calão" e "cenas de violência". Quem vê, constata que os palavrões não são gratuitos e a violência é de fundo social. Em plena ditadura fiz JK e Jango, que foram censura livre. Os dois filmes têm cenas de violência também, tem gente sendo assassinada nas manifestações de rua de 68.

ISTOÉ - Qual seria a solução?
Tendler - Não sei, mas sou contra a excessiva permissividade que vivemos hoje. Em um dos episódios da série Malu mulher, dos anos 80, um dos personagens tenta o suicídio. Quando a série passou na Suécia, esse episódio não foi ao ar. A sociedade sueca se deu ao direito de dizer: "Isso não passa na nossa televisão." Acho que a gente tem que ter uma preocupação com nossos jovens. Não sou careta, mas acho que vivemos numa sociedade excessivamente permissiva e de muita liberalidade. Estamos acostumados a ver drogas e sexo, tudo circulando com naturalidade. Acho que devíamos ter uma organização maior da sociedade para tratar disso. O que eu não acredito é na capacidade de esses organismos estatais fazerem essa regulação por nós. São um bando de burocratas, completamente despreparados.

ISTOÉ - O meio ambiente é um tema que o sr. pensa em levar para as telas?
Tendler - Sou contra esse terrorismo internacionalista do tal desenvolvimento sustentável. O Al Gore vem com esse filme falando de meio ambiente (Uma verdade inconveniente), mas o cara já foi vice-presidente dos Estados Unidos. Já poderia ter feito pelo menos um terço daquilo que ele prega no filme. Ele só passa a ter preocupação ecológica quando vira cineasta? Como vice-presidente não? Quero discutir o que é esse tal desenvolvimento sustentável, quero saber o que vai ser essa terra daqui a 40 anos dentro de um ponto de vista menos catastrófico, menos terrorista.

ISTOÉ - O sr. acredita que o brasileiro pode recuperar a fé na política?
Tendler - Como disse Milton Santos, a gente precisa encher de conteúdo a palavra democracia, já que quando falamos sobre democracia hoje não sabemos exatamente sobre o que estamos falando. Ficamos apenas com a forma. A gente elege uma pessoa e não sabemos para quê. Não sabemos qual o seu programa político, o que ele vai fazer com nosso voto. Todo dia você ouve falar, por exemplo, em reformas. Reforma tributária, reforma política... O que são essas reformas? Qual o conteúdo? Você sabe o que os políticos estão discutindo em Brasília? Cada dia está pior a convivência entre o cidadão e a política, está cada vez mais difícil o cidadão se ver efetivamente representado pelo Congresso Nacional. Mas sem a política a gente não avança.

Fonte: Revista Isto É

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Argentino investe no cinema brasileiro

Fundo criado por Eduardo Constantini financiará produções brasileiras

Alberto Komatsu

Acostumado a investir em empresas como Unibanco, Telmex e Bradesco quando administrava recursos no mercado financeiro, o argentino Eduardo Costantini Jr., filho do dono do Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba), vai aplicar até US$ 10 milhões na produção e distribuição de filmes no Brasil. Para isso, criou, há um ano e meio, a The Latin America Film Company (TLAFC), fundo com US$ 25 milhões para promover o mercado cinematográfico latino-americano, nos próximos cinco anos.

Um dos objetivos da minha viagem ao Brasil é encontrar um investidor brasileiro para ser parceiro do fundo. Estamos conversando com quatro possíveis sócios”, diz Costantini, de 31 anos, torcedor fanático do time de futebol Boca Juniors. O TLAFC é integrado atualmente pela Costantini Films e pelo estúdio The Weinstein Company (ex-Miramax Films, que produziu ou distribuiu filmes como Pulp Fiction, Meu Pé Esquerdo e Kill Bill), com investidores do México, Espanha, Argentina e Estados Unidos.

Costantini, que já foi diretor-executivo do Malba, também está no Brasil para a estréia do filme em que investiu US$ 2 milhões: Tropa de Elite, exibido ontem no Festival do Rio. O executivo, leitor de Clarice Lispector e fã de Caetano Veloso e Maria Bethânia, acredita em um retorno sobre o investimento de 25%, mesmo após o longa-metragem ter “vazado”, em cópias piratas, em bancas de ambulantes das principais cidades do País.

No total, o investimento na produção do filme Tropa de Elite foi de US$ 4,5 milhões. O investimento foi feito em conjunto com a Universal Pictures Brasil. A estimativa de público do longa-metragem, segundo Costantini, é de 1 milhão de espectadores. Segundo ele, formado em administração de empresas, economia e cinema, a Universal vai distribuir 150 cópias do filme em todo o País.

“O problema do cinema no Brasil é que ele está sendo financiado somente por empresas que podem usufruir de benefícios fiscais. Não há investimento direto. E é isso justamente o que tento fazer, não depender de incentivos fiscais. Aproveitamos quando ele existe, mas que não seja a única fonte de recursos”, diz Constantini. Ele trabalhou com seu pai por oito anos no Costantini Group, que administra cerca de US$ 1 bilhão em fundos de investimento no mercado financeiro e imobiliário.
Antes de Tropa de Elite, a TLAFC já havia investido para ter todos os direitos de distribuição na América Latina do filme A Rainha, que deu a Helen Mirren o oscar de melhor atriz. O fundo também comprou os direitos de distribuição do longa-metragem argentino Crónica de una Fuga para os EUA, Espanha, Austrália e Nova Zelândia. Ao todo, a TLAFC pretende produzir ou distribuir em torno de 15 filmes na América Latina nos próximos cinco anos.“

A economia brasileira atravessa um bom e momento, com estabilidade e crescimento. É sempre melhor investir em um ambiente com essas características. Mas o retorno do fundo não depende apenas da economia de um país. O que mais conta é o desempenho de um filme internacionalmente”, diz Costantini, jogador de futebol e tênis nas horas vagas.

Além de produzir filmes, o fundo também pretende distribuir longa-metragens estrangeiros na América Latina, especialmente na Argentina, no Brasil e no México, países que concentram 80% da produção de filmes na região, estima Costantini. De acordo com ele, esses três países também respondem por 80% do faturamento das bilheterias latino-americanas.

“Segurança Nacional” terá estréia este ano

“Segurança Nacional”, terceiro longa-metragem de Roberto Carminati, está com estréia nacional prevista para o final de ano, no início das férias escolares. Com Milton Gonçalves no papel de presidente da República e Thiago Lacerda como o agente secreto, filme foi rodado em 2006 em Florianópolis, Criciúma, Joinville e na serra catarinense, e tem o apoio financeiro do governo do Estado. O longa tem cenas na terra, céu e mar e aborda o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e os radares que protegem o espaço aéreo brasileiro contra traficantes internacionais. Segundo Carminati, a proposta de “Segurança Nacional” é abordar positivamente as Forças Armadas brasileiras, assim como os americanos fazem com a sua história.

Fonte: http://www.pcrc.utopia.com.br/tiki-view_blog_post.php?blogId=39&postId=842

CRICIÚMA, SC

Produtora de cinema americana vai ocupar antigos pavilhões da Eliane
Criciúma pode estar prestes a virar pólo cinematográfico brasileiro.E isso não é roteiro de filme.A produtora norte-americana Sunshine Entertainment, em parceria com a prefeitura de Criciúma e governo do Estado de Santa Catarina, pretende montar uma unidade na cidade, onde irá realizar a filmagem, produção e pós-produção de filmes de qualidade internacional. A Sunshine já inicia seus trabalhos em Criciúma ainda neste mês, com a pré-produção do filme Heartbreaker, que será dirigido pelo cineasta criciumense Roberto Carminatti.Segundo o presidente da Sunshine, Bruce Lipnick, antes mesmo da instalação da empresa na capital do carvão, três produtoras dos Estados Unidos - sendo uma responsável pelos filmes do Homem-Aranha, uma pelos Transformers e outra pelo Batman - estariam interessadas em utilizar as futuras instalações para a pós-produção de algumas de suas películas. "A Sunshine Entertainement está trazendo tecnologia e experiência cinematográfica para a cidade. Esperamos poder criar um pólo cinematográfico que saia do eixo Rio-São Paulo", afirmou o diretor Roberto Carminatti.Além do estúdio para a produção de filmes e vídeos, que será montado no antigo pavilhão da unidade 5 da Cerâmica Eliane, que até pouco tempo atrás abrigava o Centro de Eventos Maximiliano Gaidzinski, serão construídas salas de cinema, teatro e cursos voltados à produção cinematográfica, incentivando os investimentos e a geração de empregos na área. "Primeiramente nós realizaremos oficinas para aprimoramento, como preparar pessoas que entendam de eletricidade para mexer com iluminação. Com o passar do tempo, teremos cursos mais aprofundados e, provavelmente, depois de um certo tempo, curso superior", explicou Carminatti.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Estúdios em Criciúma e na Capital

Para iniciar o processo de instalação de uma filial brasileira em Santa Catarina, o empresário americano Bruce Lipnick, da Sunshine Entertainment Group, esteve esta semana no Estado. O investidor tem um orçamento inicial de U$ 5 milhões para aplicar em Santa Catarina e metade deste valor vai custear a produção da comédia romântica “The Heart Breaker”, com direção do criciumense Roberto Carminati.

ProjetosO Sunshine Entertainment Group poderá produzir também filmes sobre a cultura de Santa CatarinaInicialmente, está prevista a construção de estúdios em Criciúma e Florianópolis. No Sapiens Parque, na capital, será instalado um laboratório de computação gráfica. A vinda dos produtores estroficial do governador Luiz Henrique da Silveira aos Estados Unidos, onde a comitiva foi recebida em abril por Lipnick em seu escritório de Manhattan.Conforme Lipnik, há outros três roteiros sendo estudados para realização de um próximo longa-metragem no Estado. Segundo o empresário americano, a Sunshine poderia instalar uma sede na Índia, onde também é baixo o custo de produção, mas diz que optou por Santa Catarina porque o Estado tem potencialidades de locações e de recursos humanos.Segundo o brasileiro Francisco das Chagas, vice-presidente da Sunshine, a empresa poderá produzir também filmes com temáticas da cultura catarinense. Chagas diz que não há um critério restritivo de gênero na escolha dos roteiros e que a empresa só não investe em pornografia.Luiza Lins, presidente da Cinemateca Catarinense vê com bons olhos a produção de filmes estrangeiros no Estado. Ela avalia que o governo está cumprindo o compromisso do edital de cinema do Estado, que estimula a produção catarinense, e que a parceria com a Sunshine poderá ampliar o mercado e ajudar na profissionalização de técnicos.

Vagas abertas
Profissionais catarinenses de cinema interessados em trabalhar na produção de “The Heart Breaker” podem enviar o currículo para os e-mailsericoginez@grupoinfocus.com.br com com cópia para rcarminati@gmail.com.

Produção:
Gerente de produção
Coordenador de produção
Contador
Advogado
Continuista
Assistente de diretor
Operador de câmera
Assistente de câmera
Eletricista
Maquinista
Assistente de cenógrafo
Maquiadores
Cabeleireiros
Assistente de produtor de arte
Contra-regra
Figurinista assistente
Camareiro
Assistente de produção

PÓS-PRODUÇÃO
Editor
Assistente de Editor
Captação de som
Editor de Som
Engenheiro de mixagem
Artista 2D (Flame, After Effects, Shake, outros)
Artista 3D (Studio Max, Softimage, Maya, outros)

Arrasa corações em SC

Data: 18 de julho de 2007
Fonte: Jornal A notícia

Parceria com empresa americana viabiliza produção de filme

Jéferson Lima
Florianópolis

Uma comédia romântica com atores americanos e técnicos catarinenses vai ser rodada em Santa Catarina a partir de outubro e com estréia prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Com direção do criciumense Roberto Carminati, a produção do filme está recebendo currículos de técnicos de Santa Catarina interessados em participar do projeto (confira o quadro). A realização do filme foi viabilizada por meio de uma parceria do governo do Estado com a Sunshine Entertainment Group, que atua na área cultural, e instalará uma filial no Estado.Segundo o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Gilmar Knaesel, Santa Catarina vai participar com uma contrapartida de R$ 1,2 milhão via lei de incentivo do Fundo de Turismo, porque uma das propostas do projeto é divulgar o Estado por meio do cinema. Carminati, que já trabalhou em três longas e dirigiu o curta “Fronteira”, sobre a imigração de brasileiros para os Estados Unidos via México, diz que o participação de catarinenses no filme poderá chegar a 80% da equipe técnica. “O filme”Fronteira” serviu de referência para a novela “América” da rede Globo, que teve a participação de Carminati como um dos diretores.Com o título “The Heart Breaker” (“O Arrasa Corações”), a comédia romântica que será rodada em Santa Catarina deverá ter locações em Florianópolis e Balneário Camboriú, entre outras cidades. O filme conta a história de um sujeito namorador, que não se apaixona por nenhuma das garotas que conhece, até que descobre a mulher de sua vida. Conforme Carminati, os atores serão americanos e ainda não estão definidos. Mas, poderá ser a brasileira Giovana Antonelli a atriz que interpretará o papel principal.“The Heart Breaker” é uma história ambientada em Nova York com a maior parte das imagens captada em Santa Catarina. O maior estímulo para produzir cinema fora dos Estados Unidos é a drástica a diminuição de custos. O filme americano “Sete Anos no Tibet” foi rodado na Argentina. O aclamado “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee, teve a maior parte das cenas rodada no Canadá com um custo final de U$ 12 milhões. “Se fosse filmado nos Estados Unidos teria um custo de U$ 40 milhões”, revela Carminati.

jeferson.lima@an.com.br