sexta-feira, 23 de maio de 2008

Inscrições abertas para monitores

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 23/05/08

Estão abertas até 5 de junho as inscrições online para interessados em trabalhar como monitores na sétima edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, de 27 de junho a 13 de julho. Os monitores recebem o público, orientam e participam de recreação com as crianças. Alguns requisitos são indispensáveis, como empatia com as crianças, pontualidade, iniciativa, dinamismo, paciência e compreensão. Mais informações e ficha de inscrição em www.mostradecinemainfantil.com.br.

Centenas de espectadores à espera da primeira fileira

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 23/05/08

Projeto do teatro da Univali agora está à procura de um mecenasUm projeto ousado e de grande potencial turístico e cultural em Itajaí está à procura de um mecenas. O Centro Cultural da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) teve seu projeto aprovado pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura no final do ano passado e agora corre atrás de parceiros privados para ganhar vida. O investimento total está avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões.

Há oito anos, a pró-reitoria de pesquisa, pós-graduação, extensão e cultura busca dar forma ao "sonho cultural", como define a responsável pelo setor, Ane Fernandes. Mais do que um auditório, a intenção é construir um teatro para 700 espectadores, equipado com sistema de sonorização e iluminação, além de espaços para exposições, cursos, oficinas e palestras. Todo o complexo terá quatro mil metros quadrados de área construída, em frente ao campus um da Univali.

Com o projeto embaixo do braço, a Univali recorreu ao Ministério da Cultura para recolher recursos. A aprovação na Lei Rouanet possibilita a busca de parceiros no setor privado - as empresas podem usar a isenção fiscal até o equivalente a 4% do lucro líquido como investimento.

A apresentação do Centro Cultural aos empresários começará com a conclusão do projeto arquitetônico, elaborado pela equipe do escritório técnico do curso de arquitetura e urbanismo da Univali. Sob a coordenação de Rafael Cartana, arquiteto autor do projeto original, a principal diretriz para elaboração da proposta é a sustentabilidade. "Ela fica expressa na preocupação com baixo impacto ambiental da edificação e na busca de uma linguagem arquitetônica que tenha identidade com o Vale do Itajaí, sua população, cultura e atividades econômicas", define o arquiteto.

Para Ane Fernandes, os benefícios com o Centro Cultural atingirão não apenas a comunidade acadêmica, mas toda a região do Vale do Itajaí. Hoje, a cidade tem apenas dois teatros: o Municipal, com 500 lugares, e o próprio anfiteatro da Univali, para 700 espectadores. "Como está atualmente não podemos trazer eventos nacionais e internacionais por pura falta de estrutura", argumenta.

A falta de um local próprio e de grande porte tem emperrado até projetos da própria Univali, como exposições e mostras culturais. "A área de turismo na região também irá se beneficiar. Quando conseguimos trazer projetos culturais, toda a estrutura da cidade é envolvida", avalia. O reitor da universidade, José Roberto Provesi, também ressalta a potencialização das atividades com o novo espaço. "O complexo vai ser um centro de fomento à cultura, beneficiando toda a comunidade."

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Inicialmente, o projeto do Centro Cultural foi desenvolvido pelo professor Dalmo Vieira Filho, hoje superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Rodrigo Santoro fala de "Che" em Cannes

Fonte: Jornal ... - 23/05/08

O ator brasileiro Rodrigo Santoro e outros profissionais falaram, ontem pela manhã para a imprensa, em Cannes, sobre "Che", filme de Steven Soderbergh que foi exibido quarta-feira no festival. O longa, exibido em duas partes, fala da trajetória do médico e guerrilheiro argentino Ernesto Guevara desde a revolução cubana até sua morte na Bolívia. O brasileiro vive Raúl Castro, irmão de Fidel e atual presidente de Cuba. Estrelado por Benicio del Toro, o filme tem quatro horas e meia de duração.

TV Cultura de SC retoma produções locais

Fonte: Jornal ... - 23/05/08

Com apenas seis funcionários, sem contar os colaboradores, a TV Cultura de Santa Catarina superou parcialmente as dificuldades financeiras, administrativas e tecnológicas para poder inaugurar a nova programação, no ar desde 29 de abril. Depois do hiato de um ano e meio, a emissora voltou a exibir produções locais.

Entre julho de 2006 e o final de abril deste ano, a prioridade foi recuperar a estrutura mínima para o funcionamento da TV. "Não dá para trocar o pneu com o carro andando. Quando eu entrei (em agosto de 2006), tinha um passivo de cerca de R$ 230 mil. A última coisa que podia assumir era a produção, porque não tinha dinheiro nem para pagar as contas. A TV estava administrativamente comprometida, financeiramente à beira da falência e tecnologicamente anulada. Tivemos que trabalhar nessas três frentes: gestão, compromissos fiscais e melhoria do sinal, porque a TV nem estava sendo assistida", explica o superintendente da TV Cultura do Estado, Áureo Moraes.

Uma parceria com a TV Cultura de São Paulo firmada em 2006, que seria uma importante fonte de recursos para a catarinense, foi rompida unilateralmente pelo lado paulista. Seria um acordo de remuneração pelos comerciais exibidos durante a retransmissão da programação da TV paulista.

"Em junho de 2007, mudou a cúpula da TV Cultura de SP e a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da emissora, propôs a rescisão dos contratos assinados. Diante disso, aquilo que foi projetado não se concretizou", justifica o superintendente.

Áureo se refere aos planos de zerar dívidas até o final de 2007 (só conseguido parcialmente), implantação da TV digital terrestre e a contratação de jornalistas.

Mantida pela Fundação Jerônimo Coelho, sem fins lucrativos, a TV Cultura do Estado se ampara em projetos, apoios e convênios.

ALÍCIA ALÃO | FLORIANÓPOLIS

Yoko Ono obtém vitória judicial sobre filme

A artista plástica e viúva de John Lennon, Yoko Ono, ganhou na Justiça o direito de que um filme do músico não seja exibido, informou a versão on-line do jornal "Boston Herald". A empresa World Wide Video processava Yoko por violação de copyright, ao impedir a divulgação do material sobre o músico que a produtora comprou em 2000. Nas cenas, além de compor e ensaiar, Lennon fuma maconha, fala de suas experiências com drogas e do ex-presidente americano Richard Nixon.

Alternativos ao estrelato

Florianópolis Audiovisual Mercosul tem 14 produções catarinensesLonge da pirotecnia e da enxurrada de efeitos especiais do cinemão de Hollywood, o Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) chega a sua 12ª edição como um alento para quem busca alternativas na tela grande. Oportunidade para cinéfilos conhecerem filmes de países vizinhos e até da Escandinávia, com a mostra especial de cinema finlandês. As sessões acontecem no Teatro do CIC entre os dias 6 e 13 de junho, com entrada gratuita.

A lista de selecionados do 12o FAM mostra a forte tendência de produção de vídeos em Santa Catarina. Dos 14 selecionados do Estado para as mostras competitivas, 11 estão na categoria. Curtas de 35mm e infanto-juvenil são as outras modalidades em disputa, além da mostra extra, longas convidados e um panorama do cinema da Finlândia.

Além das sessões, a atriz Júlia Lemmertz e o cineasta Roberto Farias estarão presente na Capital para receber homenagens. O evento também repete a realização do Fórum Audiovisual Mercosul, que reúne autoridades para debater sobre o desenvolvimento da produção audiovisual e a constituição de políticas afirmativas para o setor, em níveis estadual, continental e universal. O secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, e o diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Sérgio Sá, participarão das discussões.



12º FAM
CATARINENSES
- Mostra Competitiva de Curtas 35mm Mercosul
"Desilusão", de Bob Barbosa e Marco Stroisch
- Mostra Competitiva de Vídeos Mercosul
"Aquário", de Cíntia Domit Bittar
"Saiu na TV", de Bernardo Garcia
"História", de Marcelo Sabiá
"Ouroboro", de Maurício Antônangelo
"Kage", de Rafael Irie
"Um Dedo de Prosa", de Gabriela Damasceno
"Quanto ao Futuro", de Christian Abes
"Sonido", de Fernanda Fraiz e Cibele Rosa
"Vim Dizer que Estou Indo", de Yannet Briggiler
"A Caminho", de Sebastião Braga
"À Luz de Schwanke", de Maurício Venturi e Ivaldo Brasil
- Mostra Competitiva Infanto-juvenil
"Doce Turminha e o Bom Samaritano", de Eduardo Drachinski
"Leste do Sol, Oeste da Lua", de Patrícia Monegatto Lopes

Não quero para mim a caveira de cristal do 4º Indiana Jones

Fui ver "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" em Detroit, numa sessão quase lotada pros críticos. O entusiasmo era tangível. Um carinha foi vestido a caráter, com chapéu, calça-cáqui e chicote. Houve aplausos dispersos quando apareceu o logo da Lucasfilm. Só que, lamento dizer, após a sessão não presenciei muito entusiasmo. Os críticos foram embora caladinhos. E olha que todos eles, eu inclusa, têm uma ligação sentimental com a série. A gente sabe perfeitamente que os personagens são ícones da nossa infância e adolescência. Pra mim, ver "Caçadores da Arca Perdida" aos 14 anos foi como se eu estivesse numa montanha-russa.

Foi a primeira vez na vida que o cinema me fez sentir assim. Duvido que o pessoalzinho de 14 anos de hoje vai encarar Indiana da mesma forma. Pra essa nova geração, suponho que a franquia (que obviamente será lucrativa, e haverá um quinto e provavelmente um sexto filme, mesmo sem o Harrison Ford) não vai se distinguir muito dos outros filmes atuais de ação. Meu veredito, estritamente pessoal, é que este Cristal é o pior dos quatro Indies, fácil. Mas, ainda assim, uma boa matinê.

Começando pelo que gostei: o Harrison Ford pode estar velhinho, mas ainda dá um caldo. E é legal que o roteiro se encarregue de fazer piadinhas com a idade dele pra tirar a graça das nossas. Por exemplo, logo de cara Indy diz que antes o trabalho era mais fácil, porque ele era mais jovem. Não que encontre a mínima dificuldade pra derrotar um exército de inimigos. E o Shia LaBeouf, que tá bem na sua entrada de moto imitando o Marlon Brando em "O Selvagem", pergunta a Indy: "Você deve ter o quê, uns 80 anos?".

Hum, gostei das cenas com a areia mais ou menos movediça, com as formigas gigantes e com a caveira de cristal espantando as formigas, como o fogo fazia com as cobras em "Caçadores da Arca Perdida". O duelo de espadas e o Shia se equilibrando entre dois carros estão ok, mas os macacos? Nada a ver. Talvez seja uma homenagem ao macaquinho encantador/traiçoeiro de "Caçadores", talvez seja uma homenagem ao Tarzan.

Mas tá fraco. E um dos motivos é que os símios são tão claramente gerados por computador que mal parecem reais.

LOLA ARONOVICH DETROIT

Fonte: Jornal A notícia - 23/05/08