sexta-feira, 27 de maio de 2011

Seleção de filmes remonta história do cinema mundial no MIS

Para escolher os 57 títulos da mostra "90 em Filmes", paralela à exposição "90 em Folha - Imagens do Brasil Moderno", o trabalho do empresário André Sturm, que esteve à frente do Cine Belas Artes por oito anos, foi mais árduo que o habitual.
Fazer o espectador ter a experiência de estar em uma sala de cinema nove décadas atrás foi um dos desafios na seleção das obras da mostra que vai até 14 de agosto no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo. 

"Optei por escolher somente filmes em películas de 35 mm. Os espectadores deveriam ter a sensação de assistir a obras com a qualidade da época", conta Sturm, que é também coordenador de fomento cultural da secretaria de Estado da Cultura. 

"Mas isso se tornou um problema, porque muitas cópias estão danificadas." 

TÍTULOS
 
Filmes como "O Conformista" (1970), de Bernardo Bertolucci, e "Cabra Marcado para Morrer" (1984), de Eduardo Coutinho, são algumas das obras que ficaram de fora por estragos na película. 

Outro objetivo foi escolher longas impactantes à época da estreia, como "Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles, e "Um Dia Muito Especial" (1977), de Ettore Scola. 

Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 19 de maio de 2011

No cinema, homens falam e mulheres exibem suas curvas

Quem fez: Stacy L. Smith, Cynthia Kennard e Amy D. Granados
Instituição: Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo, da Universidade do Sul da Califórnia
Dados de amostragem: 4.370 trechos de 100 filmes de sucesso lançados em 2008
Resultado: Homens protagonizam papéis com mais diálogos e mulheres aparecem na maior parte das vezes com menos roupa

Um estudo conduzido por especialistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) provou através de números o que de certa forma já constatávamos: mulheres tendem a aparecer nos filmes de Hollywood com pouca roupa, enquanto homens tendem a pegar papéis com mais diálogo. Em síntese, elas são mais vistas e eles mais escutados.

Para chegar à conclusão, três especialistas da instituição americana, Stacy L. Smith, Cynthia Kennard e Amy D. Granados, analisaram 4.370 trechos de 100 filmes de sucesso lançados em 2008. Entre os títulos pesquisados estão Batman – O Cavaleiro das Trevas, Homem de Ferro e Crepúsculo.
 
A partir dessa análise, as cientistas descobriram que 67% dos papéis com fala pertenciam a atores homens, enquanto cerca da metade, ou seja, 33%, pertenciam a atrizes. Também são elas que costumam interpretar nos filmes as figuras sexualizadas. Do total de obras estudadas, as mulheres apareceram usando trajes provocativos em 26% dos casos, enquanto apenas 5% dos homens apareceram na mesma situação.
 
O mesmo ocorre em papéis que exijam nudez. As mulheres apareceram seminuas em 26% dos filmes analisados, enquanto apenas 8% dos homens interpretaram papéis onde era preciso mostrar parcialmente o seu corpo.
 
No mercado cinematográfico a situação não é diferente. Para cada cinco diretores, roteiristas e produtores homens, uma mulher executa as mesmas funções em Hollywood. “As mulheres representam cerca da metade da população nos Estados Unidos e são responsáveis por 50% da bilheteria no país. Contudo, elas continuam representando somente um terço dos papéis com falas nos filmes”, diz Stacy Smith, professora da USC e líder do estudo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg divulgam "Rio" no Complexo do Alemão

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg cumprimentaram moradores do Complexo do Alemão - Vanderlei Almeida

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg cumprimentaram moradores do Complexo do Alemão
Foto:Vanderlei Almeida

Atores fizeram a dublagem da animação dirigida por Carlos Saldanha

Os astros Anne Hathaway e Jesse Eisenberg estiveram em Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na manhã desta sexta-feira (25) para o lançamento do filme Rio, uma animação em 3D que tem a cidade brasileira como cenário. As informações são do G1.

— É minha primeira vez no Brasil, mas não a última. Estou muito contente de estar aqui na comunidade de vocês hoje —, disse Jesse.

Os atores conversaram com cerca de 90 crianças que esperavam para assistir ao desenho. A sessão de pré-estreia aconteceu no cinema 3D que foi inaugurado na comunidade de Nova Brasília em dezembro.

— Sei que vocês estão aqui hoje porque são bons alunos. Eu me diverti muito participando do filme e até em português eu tive que falar — disse Anne.

Também estavam presentes o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o diretor da animação, Carlos Saldanha. Após conversar com as crianças e responder algumas perguntas, os atores deixaram o local com forte esquema de segurança.

ZERO HORA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Filmes com temática homossexual usam abordagens diferentes sobre o assunto


Uma série de filmes com temática homossexual tem causado a impressão de que o cinema brasileiro finalmente parece ter acordado para as possibilidades dramáticas do tema. A saída do armário do cinema brasileiro não é recente. Mas títulos como Elvis e Madona, de Marcelo Laffite, um dos que disputaram o Festival do Rio 2010, têm trabalhado a questão de uma forma bem diferente do que acontecia em décadas anteriores.

Nele, uma lésbica, Simone Spoladore, se apaixona e engravida de um travesti (Igor Cotrim). Longe de encarar a situação como um drama, a história ganhou contornos de chanchada carioca nas ruas de Copacabana.

— Os personagens são gays, mas não acho que o filme seja. Em primeiro lugar, é preciso considerar que é uma fábula, um pouquinho descolada da realidade. A cada 10 pessoas que assistem, sete adoram, uma não liga e duas odeiam — contabiliza Laffite.

Inclusive, o cineasta já considera a possibilidade de reeditar o trailer de lançamento do filme por considerar que ainda não representa a leveza com que o tema é abordado.

A homoafetividade é justamente uma das lacunas que o filme Como esquecer, de Malu de Moraes, tenta preencher. Na pele da professora universitária lésbica Júlia, a atriz Ana Paula Arósio sofre como o diabo para esquecer a ex-companheira Antônia. Enquanto o amigo, também homossexual e viúvo, Hugo (Murilo Rosa) tenta resgatá-la do fundo do poço levando-a para morar no subúrbio do Rio de Janeiro. Inspirado no livro Como esquecer: anotações quase inglesas, de Myriam Campello, o filme nem sequer considera o conflito de sexualidade.

— Os personagens já têm mais de 30 anos, supõe-se que já tenham essa questão bem resolvida — explica a diretora.

O esforço maior da produção concentrou-se em apresentar os sentimentos de pessoas que lidam com a perda, de maneiras diferentes.

— Acho que a Júlia é mais o estereótipo de uma mulher intelectual do que homossexual. A maneira de lidar com as perdas é que é a questão. Tentamos apresentar dramas humanos sem o uso de personagens caricatos, histriônicos. A gente fala sobre relacionamentos — sintetiza Malu.

Ano passado, o filme Do começo ao fim, de Aluizio Abranches, gerou polêmica. Menos por retratar a homossexualidade e mais porque o terceiro longa do diretor concentra o romance dos protagonistas entre dois irmãos.

Após uma bateria de entrevistas com produtores, atores e personalidades cinematográficas, a impressão da jornalista e apresentadora do Canal Brasil Simone Zucolloto é de que as mudanças ainda são tímidas.

— A maior conclusão é que o cinema brasileiro até hoje não aborda o homossexual da mesma maneira que aborda o heterossexual. Em geral, o viés dramático é sempre baseado na sexualidade — resume Simone.

Para o professor da escola de comunicação social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denílson Lopes, os novos filmes brasileiros que tratam do tema da homossexualidade tentam, de alguma forma, iniciar um diálogo com plateias cada vez maiores.

— Os filmes são acessíveis e não têm nada de experimentais. Não se vinculam ao cinema novo, marginal ou à videoarte. São filmes que almejam um público mais amplo — acredita o pesquisador.

Porém uma outra espécie de exclusão pode estar acontecendo nas telas.

— Há toda uma construção de quase um novo herói romântico. O gay ultraeducado que é o melhor amigo da amiga heterossexual. Nenhuma pessoa é assim o tempo todo. Todo mundo tem zonas cinzas. Essa inversão da imagem negativa para positiva tem sido feita de um jeito muito simplificado. É preciso se lembrar que a figura do herói pode ser tão simplista quanto a do vilão — critica Lopes.


CORREIO BRAZILIENSE

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

José Padilha vai ser jurado do Festival de Sundance

O cineasta brasileiro José Padilha, 43, vai ser um dos jurados do Festival de Sundance deste ano.

O diretor de "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2" vai julgar os filmes da categoria documentário internacional.

Além de Padilha, também estará no júri da categoria a britânica Lucy Walker, que dirigiu o filme "Lixo Extraordinário", sobre o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz no aterro sanitário do Jardim Gramacho (RJ).

Completa o trio o produtor Mette Hoffmann Meyer.

Nas demais categorias, destaques para Matt Groening, criador de "Os Simpsons", que julgará os documentários americanos; America Ferrera, protagonista de "Ugly Betty", e Jason Reitman, diretor de "Obrigado por Fumar", que vão julgar ficções americanas; e Susanne Bier, que acaba de vencer o Globo de Ouro de filme estrangeiro, que julgará as ficções internacionais.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (18) pela organização do evento, que ocorre entre os dias 20 e 30 de janeiro.

O festival é considerado um dos mais importantes do mundo e tem foco em produções independentes.

Produções 3D já representam um quinto da bilheteria do país

São 277 salas, para onde aflui 13% do público pagante

Segmento 3D obteve bom desempenho em 2010, com apenas 21 títulos no formato (Reuters)
O segmento de filmes em 3D já representa um quinto do mercado do cinema no país. São 277 salas, para onde aflui 13% do público pagante. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, entidade responsável pelo acompanhamento do setor.

Em 2009, o Brasil contava com 96 salas com tecnologia 3D, segundo o Sindicato. Os números do segmento chamam ainda mais atenção quando se leva em conta que, durante o ano, foram exibidos apenas 21 títulos no formato, contra mais de 300 filmes 2D.

O Sindicato também divulgou os números consolidados do mercado em 2010 - em dezembro, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) havia se antecipado e divulgado uma conta parcial. Foram vendidos 137 milhões de ingressos no ano passado, um aumento de 22% em relação a 2009, e a renda bruta do setor chegou a 1,278 bilhão de reais, 32% maior que a do ano anterior.

A EVOLUÇÃO DO CINEMA NO BRASIL

Público
2010: 137 milhões de pagantes
2009: 112 milhões de pagantes
2008: 89,4 milhões de pagantes
2007: 88,7 milhões de pagantes

Variação em 2010 em relação a 2009: +22%
Variação em 2009 em relação a 2008: +25%

Renda bruta
2010: 1,278 bilhão de reais
2009: 966 milhões de reais
2008: 726,7 milhões de reais
2007: 708 milhões de reais

Variação em 2010 em relação a 2009: +32%
Variação em 2009 em relação a 2008: +32,7%

Preço médio do ingresso
2010: 9,33 reais
2009: 8,62 reais
2008: 8,12 reais
2007: 7,98 reais

Variação em 2010 em relação a 2009: +8%
Variação em 2009 em relação a 2008: +6%

Produção nacional
(participação no total)
2010: 19%
2009: 14,3%
2008: 10%
2007: 11,5%

(Fonte: Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro)

Pânico 4

O primeiro longa da série Pânico, de 1996, inaugurou uma nova leva dos chamados slasher movies, filmes onde um assassino psicopata mata de maneira violentíssima um grande número de vítimas. Agora Wes Craven, o diretor dos filmes da série, resolveu subverter os clichês do gênero que ele mesmo ajudou a reviver no próximo longa da franquia, Pânico 4.

No filme, Sidney Prescott (Neve Campbell) ignora todo e qualquer bom senso e retorna à cidade de Woodsboro para divulgar seu livro de auto-ajuda. Lá ela reencontra o xerife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox), que estão casados, sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Claro que o assassino mascarado não ficaria de fora dessa animada reunião: ele retorna, juntamente com sua faca, para aterrorizar a pequena cidade.

Agora a nova geração de Woodsboro, que encarava como piada os assassinatos que ocorreram no local há mais de dez anos, vai ter que usar todo o conhecimento adquirido com inúmeros títulos duvidosos de filmes de terror para sobreviver. Mas esses jovens também contam com a tecnologia avançada para ajudá-los no embate contra o assassino. Confira abaixo o segundo trailer do filme, que conta com mais sustos, mais humor e mais violência.

No elenco do filme, também temos Hayden Panettiere, Alison Brie, Anthony Anderson, Anna Paquin e Kristen Bell.

Pânico 4 chegará ao Brasil no dia 05 de abril de 2011.

(D.C.)