quinta-feira, 22 de maio de 2008

Spielberg vai fazer a cinebiografia de Abraham Lincoln

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - 22/05/08

Será seu próximo trabalho, para marcar os 200 anos do ex-presidente americano

Elaine Guerini, Cannes

O intrépido arqueólogo vivido por Harrison Ford se aventura pelas Cataratas do Iguaçu, no Brasil, numa das seqüências de ação de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Mas o ator não pisou no País. Nem mesmo o diretor Steven Spielberg, que enviou uma segunda unidade de filmagem para realizar as tomadas aéreas das quedas de água. As imagens dos atores no barco que despenca das cataratas foram incluídas digitalmente, na fase de pós-produção. ''Infelizmente, nunca estive no Brasil. Adoraria ir, mas estou sempre ocupado com meus sete filhos. E ainda faço um filme de vez em quando'', brincou o cineasta de 61 anos, que falou ao Estado durante coquetel de lançamento do quarto Indiana, no hotel Carlton da Croisette.

A bela exceção na sombria carreira de David Lynch

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - 22/05/08

Ubiratan Brasil

O cineasta David Lynch vem a São Paulo em agosto. Será para o lançamento de um livro (Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação, pela editora Gryphus), mas também uma rara oportunidade para se conhecer melhor o pensamento responsável por um cinema obscuro e, ao mesmo tempo, fascinante. Curiosamente, a única exceção nessa filmografia será exibida hoje pelo Telecine Cult, A História Real, às 17h30.

Apesar de ser um road movie ao estilo de Estrada Perdida e Coração Selvagem, o tom agora é menos sombrio. Conta a história de um viúvo de 70 anos que vive com a filha em Iowa. Ao descobrir que o irmão sofreu um derrame, ele decide pôr fim ao período de mais de dez anos de afastamento. Assim, montado em um pequeno trator, ele cruza o país até chegar ao parente.

A narrativa é baseada em uma história real, publicada nos jornais, e Lynch procurou, mais que um reencontro com alguém, mostrar uma reconciliação consigo mesmo. É o que acontece com o personagem principal, magnificamente interpretado por Richard Farnsworth, que concorreu ao Oscar. Mas, por sofrer de câncer, ele decidiu abreviar a vida a enfrentar um penoso envelhecimento.

Festival recebe Nachtergaele com aplauso comedido

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 22/05/08

61º Festival de Cannes

Na estréia ontem, parte do público aplaudiu monólogo de Paulo José; outros deixaram sessão em cena de incesto

"A Festa da Menina Morta" mostra comemoração dos 20 anos do sumiço de uma garota; família vive em torno de seu fantasma

SILVANA ARANTES
ENVIADA ESPECIAL A CANNES

Ao apresentar seu primeiro filme como diretor, ontem, na mostra Um Certo Olhar, do 61º Festival de Cannes, falando em francês, Matheus Nachtergaele disse que "A Festa da Menina Morta" pertence a "uma grande parte do cinema brasileiro, porém não muito conhecida, que se arrisca a falar desse país enorme, maravilhoso e terrível que é o nosso".

A produtora Vania Catani (Bananeira Filmes), uma das 15 pessoas da equipe que acompanhava Nachtergaele no palco da sala Debussy, fez uma breve e emocionada declaração: "Há cinco anos, entrei pela primeira vez nesta sala. Desde então, sonhei sozinha que esse seria um bom lugar para começar a mostrar nosso filme".

A pedido do diretor, toda a equipe se deu as mãos e ficou em silêncio durante um minuto, repetindo o gesto que antecedeu cada dia das filmagens.

No fim da projeção, que teve a presença do júri da mostra, os aplausos foram comedidos; alguns críticos franceses trocaram impressões favoráveis ao filme.

Comparado a Glauber Rocha por uma jornalista do festival, Nachtergaele disse: "Admiro muito o Glauber. Ele é um mestre para todos os que, de fato, amam o cinema. Mas será que fui tão louco para fazer um filme como os dele?".

Santidade
Em "A Festa da Menina Morta", a família de uma criança desaparecida no interior do Amazonas passa a viver em torno de seu fantasma. O filme acompanha a preparação da festa dos 20 anos do desaparecimento da menina. Nesse tempo, os moradores da região passam a atribuir poder milagroso aos trapos do vestido que a garota usava e a acreditar na santidade de quem os encontrou -um irmão dela, vivido por Daniel Oliveira.

O comportamento religioso da comunidade e a dinâmica interna da família são observados pelo filme. Na casa de Santinho, é tacitamente proibido falar da mãe, que se matou.

O pai dedica-se à bebida e às mulheres, mas é também amante do próprio filho, que julga santo. O irmão descrê do milagre e do caráter religioso da festa -"Qual o milagre aqui? Isso é só um bando de homem bebendo cerveja"-, mas se sente compelido a participar.

A exploração econômica e política da fé religiosa é outro aspecto do filme, insinuado na festa, ápice do filme e da interpretação de Oliveira.

Incesto

Enquanto o público consome churrasco e música regional do lado de fora, dentro da casa de Santinho há um reencontro com sua mãe (Cássia Kiss) e as razões do ato desesperado.

Durante a sessão do filme, alguns espectadores abandonaram a sala, a partir do momento em que se concretiza a primeira cena de incesto, filmada na discrição de uma penumbra. Outros aplaudiram um monólogo do ator Paulo José, que interpreta um padre.

"Sob o Sol de Satã" nada deve a romance

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 22/05/08

CRÍTICO DA FOLHA

De vez em quando, fazendo um zapping, é possível dar de cara com um filme no canal italiano capaz de dar conta da grandeza desse cinema. Uma pena: os filmes não têm legendas (e o canal nem se dá ao trabalho de divulgar o que exibe).

Já o canal francês TV5 tem voltado a investir em filmes que nos dão a exata dimensão da pobreza absoluta de nossa experiência cinematográfica, limitada pelo vínculo dos exibidores de filmes e dos canais de TV com Hollywood.

"Sob o Sol de Satã" (TV5, 20h30), de Maurice Pialat, passou por aqui no tempo em que a Gaumont tinha cinemas e distribuição no país. Depois, desapareceu. O romance de que é tirado, de Georges Bernanos, é um dos maiores do século passado, e o filme não passa vergonha diante dele ao falar de um padre que, quanto mais fiel a Deus se mostra, mais é atormentado pelo Diabo.

Nesse conflito sem trégua, a fé nada garante: bem ao contrário, quanto maior ela é, maior o tormento de existir, de ser meramente um homem.
(INÁCIO ARAUJO)

"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 22/05/08

"Indiana" é Armani da aventura contemporânea

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Indiana Jones está de volta, e com certeza não faltaremos ao encontro: um grande evento, com ingressos vendidos antecipadamente, o retorno de um personagem marcante, projeção em Cannes e muito bumbo batendo em todos os cantos.

Convém, no entanto, não contar com muito. O que "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" entrega é, em linhas gerais, mais do mesmo. Porque o cinema que Steven Spielberg ajudou a criar é feito de marcas. Indiana é uma das mais fortes: um tipo de Armani da aventura contemporânea.

Se formos pensar em termos de estrito divertimento de fim de semana, o novo Indiana não decepciona. Depois de 19 anos, mantém a forma (física) admiravelmente. E como nesse meio tempo esquecemos da maior parte de seus feitos antigos, não custa retomá-los.

No entanto, é bom saber de duas ou três coisas para não alimentar expectativas demais. "O Reino da Caveira de Cristal" retorna aos cenários exóticos, e não faltam ao encontro nem as cobras, nem os abismos de sempre. Não faltam crânios (tudo gira em torno de uma caveira, afinal), nem macacos.

Espião comunista

Como se quisesse se prevenir da possibilidade de ser chamado de ultrapassado, Indiana desta vez é menos reflexivo do que no terceiro exemplar, quando o herói ganhou um pai (na pessoa de Sean Connery).

Desta vez ele ficará sabendo, ao contrário, que tem um filho. No mais, há também mudança no quadro político que serve de pano de fundo. Desta vez, estamos nos anos 50 do século 20 e os perigos a enfrentar são o comunismo (na pessoa da agente Cate Blanchett) e o macarthismo, este último no início do filme. Aliás é o que o filme tem de mais original: Indiana suspeito de ser espião comunista aos olhos do FBI. Mas logo a ação desvia-se para a selva da Amazônia, onde Indiana se mete com o jovem Mutt (Shia LaBeouf), em busca dos traços de uma civilização extinta, a mesma que teria abrigado o El Dorado dos espanhóis.

Para resumir, o El Dorado aqui seria uma civilização visitada por seres extraterrestres. E, de passagem, Spielberg nos oferece aqui uma espécie de resumo do cinema de aventura dos anos 50, especialmente o de ficção científica: de vampiros de almas a deuses astronautas, de formigas devoradoras a Tarzã, temos de tudo um pouco. Isso garante um tanto de variação ao filme, que reitera, no entanto, o espírito de seriado que garantiu o sucesso do herói no passado.
Indiana continua, no fundo, a criança que sempre habitou o arqueólogo.
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INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL
Produção: EUA, 2008
Direção: Steven Spielberg
Com: Harrison Ford, Karen Allen e Cate Blanchett
Onde: estréia hoje nos cines Bristol, TAM, UOL Lumière e circuito; classificação: 10 anos
Avaliação: regular

Scorsese está fora de filme sobre Bob Marley

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 22/05/08

Martin Scorsese não vai mais dirigir o documentário sobre a vida do grande nome do reggae Bob Marley. Alegando conflitos de agenda, o cineasta foi substituído por Jonathan Demme ("O Silêncio dos Inocentes"). Autor de documentários sobre Neil Young e Talking Heads, Demme se disse "emocionado e honrado" por trabalhar no projeto.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Esclarecimentos

Oie gente!

Foram postadas aqui, todas as notícias publicadas no meu outro blog:
www.allycenourinha.blogspot.com - "cinemaniaca".

Algumas estão sem fonte, data e referência. As mais recentes estão ok!

Espero que gostem! =)