quarta-feira, 20 de julho de 2011

Rússia decide investir mais em salas de cinema do que em produção de filmes

Segundo o site StudioBriefing, o governo russo decidiu investir uma parte maior de sua verba de cinema na construção de novas salas de cinema. Com isso, o dinheiro para produção de filmes russos diminuiu.

De acordo com o texto, a atitude foi impulsionada pelo fato de que os filmes de Hollywood rendem cinco vezes mais nos cinemas russos do que as produções locais.

A situação na Rússia e no Brasil é bem semelhante. Os governos locais historicamente favorecem a produção em detrimento à exibição e a participação de mercado do cinema nacional no circuito é mais ou menos a mesma.

Outro fator a ser jogado na equação: os dois países (ao lado da China) ganharam grande importância no mercado mundial de cinema nos últimos anos, já que as rendas nos Estados Unidos estão em queda e não há sinal de melhora em um futuro próximo.

Com tantas semelhanças, é válido “nacionalizar” a situação. Será que a manobra deveria ser aplicada no Brasil?

O circuito de cinema do Brasil não exibe tudo o que é produzido no país. Muitos filmes nacionais, inclusive premiados em festivais, não encontram espaço para terem uma estreia comercial.

Investir em novas salas exibidores, especialmente nas periferias e nas pequenas cidades (com preços acessíveis de ingresso) parece fazer mais sentido do que financiar mais filmes. A democratização do equipamento audiovisual (com webcams e câmeras de celular, por exemplo) facilitou a produção de conteúdo. Construir uma sala exibidora é algo mais complicado.

(Edu Fernandes)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Grandes estúdios buscam o próximo Carlos Saldanha

Os multimilionários estúdios de produção, como o Pixar, estão presentes no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy (sudeste da França) para recrutar jovens talentos que poderiam ser o novo Carlos Saldanha, o diretor do filme "Rio", campeão de bilheteria.

O cineasta brasileiro, de 45 anos, diretor da saga "A Era do Gelo", ofereceu esta quarta-feira, em Annecy, um workshop sobre o processo de criação de "Rio", no qual lembrou que veio aqui com um curta-metragem, antes de filmar seu primeiro longa. 

Em Annecy, que é o grande evento mundial de animação, passaram também Tim Burton ("O estranho mundo de Jack"), o francês Michel Ocelot ("Kirikou"), Nick Park ("Wallace e Gromitt") e John Lasseter, diretor de "Toy Story", um dos filmes de maior bilheteria da história, que em 1995 revolucionou o cinema de animação. 

Como sabem todos os profissionais do cinema, há vários anos são os rendimentos do cinema de animação - que com os recursos de tecnologias inovadoras, efeitos especiais e histórias com intrigas para crianças e adultos atraem milhões de espectadores no planeta - que salvam o cinema que se vê nas salas. 

Para continuar colhendo vitórias e arrecadando milhões de dólares, os dois grandes estúdios de cinema de animação dos Estados Unidos, Pixar ("Toy Story", "Procurando Nemo", "Cars"), e da Dreamworks, produtora de "Shrek", o carismático ogro verde, e de "Kung Fu Panda", buscam recrutar os melhores profissionais da animação no mundo. 

Em Annecy, os dois estúdios organizaram sessões de recrutamento, entrevistando centenas de estudantes, alguns dos quais poderiam ser, um dia, os diretores de grandes sucessos de bilheteria ou criadores de novas técnicas de animação. 

"Annecy é o melhor lugar do mundo para que um estudante de animação possa fazer contatos", disse à AFP Georges Lessourd, após ser entrevistado por um representante dos estúdios Pixar, adquiridos em 2006 pela Disney, que pagou 7,4 bilhões de dólares. 

Lessourd fez fila, junto com centenas de estudantes de animação, em frente ao estande da Pixar no Carrefour da Creation, seção do Festival de Annecy realizada no luxuoso hotel Imperial há quatro anos para favorecer o encontro entre estudantes e grandes estúdios. 

A companhia Pixar, que comemora este ano seus 25 anos, ao longo dos quais colheu 22 prêmios Oscar da Academia que a consagraram no Olimpo dos filmes digitais, é um dos 22 estúdios no Carrefour, que organizaram sessões de recrutamento durante quatro dias.
Mas é o que mais aspirantes atrai, junto com a Dreamworks, cujos representantes entrevistam os candidatos durante 10 minutos. 

"Eu me saí muito bem", disse, otimista, a estudante Annie Sergent, aluna de uma escola de animação próxima a Montpellier (sudeste), afirmando que quer trabalhar nos Estados Unidos, país que é o primeiro produtor de filmes de animação, seguido de Japão e França. 

"Os Estados Unidos são o sonho de qualquer estudante de animação, é lá que onde estão sendo feitos os melhores filmes de animação, onde ocorrem as inovações técnicas", disse. 

Carlos Saldanha coincide que, embora haja imensos talentos em todas as partes do mundo, as oportunidades estão, sobretudo, nos grandes países produtores de cinema de animação. 

Enquanto isso, o Mifa - maior mercado internacional de cinema de animação do mundo, celebrado no Imperial, em paralelo com o Festival de Annecy - confirma, com mais de 450 estandes de 70 países que este setor da cinematografia está em franco crescimento. 

"O crescimento do mercado, como o do setor de animação, tem sido muito rápido nos últimos anos", explicou Mickael Marin, diretor do Mifa. 

"Estão presentes todos os profissionais de animação e Annecy é agora o local principal do mundo para o recrutamento" de animadores, concluiu.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Seleção de filmes remonta história do cinema mundial no MIS

Para escolher os 57 títulos da mostra "90 em Filmes", paralela à exposição "90 em Folha - Imagens do Brasil Moderno", o trabalho do empresário André Sturm, que esteve à frente do Cine Belas Artes por oito anos, foi mais árduo que o habitual.
Fazer o espectador ter a experiência de estar em uma sala de cinema nove décadas atrás foi um dos desafios na seleção das obras da mostra que vai até 14 de agosto no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo. 

"Optei por escolher somente filmes em películas de 35 mm. Os espectadores deveriam ter a sensação de assistir a obras com a qualidade da época", conta Sturm, que é também coordenador de fomento cultural da secretaria de Estado da Cultura. 

"Mas isso se tornou um problema, porque muitas cópias estão danificadas." 

TÍTULOS
 
Filmes como "O Conformista" (1970), de Bernardo Bertolucci, e "Cabra Marcado para Morrer" (1984), de Eduardo Coutinho, são algumas das obras que ficaram de fora por estragos na película. 

Outro objetivo foi escolher longas impactantes à época da estreia, como "Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles, e "Um Dia Muito Especial" (1977), de Ettore Scola. 

Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 19 de maio de 2011

No cinema, homens falam e mulheres exibem suas curvas

Quem fez: Stacy L. Smith, Cynthia Kennard e Amy D. Granados
Instituição: Escola Annenberg de Comunicação e Jornalismo, da Universidade do Sul da Califórnia
Dados de amostragem: 4.370 trechos de 100 filmes de sucesso lançados em 2008
Resultado: Homens protagonizam papéis com mais diálogos e mulheres aparecem na maior parte das vezes com menos roupa

Um estudo conduzido por especialistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) provou através de números o que de certa forma já constatávamos: mulheres tendem a aparecer nos filmes de Hollywood com pouca roupa, enquanto homens tendem a pegar papéis com mais diálogo. Em síntese, elas são mais vistas e eles mais escutados.

Para chegar à conclusão, três especialistas da instituição americana, Stacy L. Smith, Cynthia Kennard e Amy D. Granados, analisaram 4.370 trechos de 100 filmes de sucesso lançados em 2008. Entre os títulos pesquisados estão Batman – O Cavaleiro das Trevas, Homem de Ferro e Crepúsculo.
 
A partir dessa análise, as cientistas descobriram que 67% dos papéis com fala pertenciam a atores homens, enquanto cerca da metade, ou seja, 33%, pertenciam a atrizes. Também são elas que costumam interpretar nos filmes as figuras sexualizadas. Do total de obras estudadas, as mulheres apareceram usando trajes provocativos em 26% dos casos, enquanto apenas 5% dos homens apareceram na mesma situação.
 
O mesmo ocorre em papéis que exijam nudez. As mulheres apareceram seminuas em 26% dos filmes analisados, enquanto apenas 8% dos homens interpretaram papéis onde era preciso mostrar parcialmente o seu corpo.
 
No mercado cinematográfico a situação não é diferente. Para cada cinco diretores, roteiristas e produtores homens, uma mulher executa as mesmas funções em Hollywood. “As mulheres representam cerca da metade da população nos Estados Unidos e são responsáveis por 50% da bilheteria no país. Contudo, elas continuam representando somente um terço dos papéis com falas nos filmes”, diz Stacy Smith, professora da USC e líder do estudo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg divulgam "Rio" no Complexo do Alemão

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg cumprimentaram moradores do Complexo do Alemão - Vanderlei Almeida

Anne Hathaway e Jesse Eisenberg cumprimentaram moradores do Complexo do Alemão
Foto:Vanderlei Almeida

Atores fizeram a dublagem da animação dirigida por Carlos Saldanha

Os astros Anne Hathaway e Jesse Eisenberg estiveram em Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na manhã desta sexta-feira (25) para o lançamento do filme Rio, uma animação em 3D que tem a cidade brasileira como cenário. As informações são do G1.

— É minha primeira vez no Brasil, mas não a última. Estou muito contente de estar aqui na comunidade de vocês hoje —, disse Jesse.

Os atores conversaram com cerca de 90 crianças que esperavam para assistir ao desenho. A sessão de pré-estreia aconteceu no cinema 3D que foi inaugurado na comunidade de Nova Brasília em dezembro.

— Sei que vocês estão aqui hoje porque são bons alunos. Eu me diverti muito participando do filme e até em português eu tive que falar — disse Anne.

Também estavam presentes o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o diretor da animação, Carlos Saldanha. Após conversar com as crianças e responder algumas perguntas, os atores deixaram o local com forte esquema de segurança.

ZERO HORA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Filmes com temática homossexual usam abordagens diferentes sobre o assunto


Uma série de filmes com temática homossexual tem causado a impressão de que o cinema brasileiro finalmente parece ter acordado para as possibilidades dramáticas do tema. A saída do armário do cinema brasileiro não é recente. Mas títulos como Elvis e Madona, de Marcelo Laffite, um dos que disputaram o Festival do Rio 2010, têm trabalhado a questão de uma forma bem diferente do que acontecia em décadas anteriores.

Nele, uma lésbica, Simone Spoladore, se apaixona e engravida de um travesti (Igor Cotrim). Longe de encarar a situação como um drama, a história ganhou contornos de chanchada carioca nas ruas de Copacabana.

— Os personagens são gays, mas não acho que o filme seja. Em primeiro lugar, é preciso considerar que é uma fábula, um pouquinho descolada da realidade. A cada 10 pessoas que assistem, sete adoram, uma não liga e duas odeiam — contabiliza Laffite.

Inclusive, o cineasta já considera a possibilidade de reeditar o trailer de lançamento do filme por considerar que ainda não representa a leveza com que o tema é abordado.

A homoafetividade é justamente uma das lacunas que o filme Como esquecer, de Malu de Moraes, tenta preencher. Na pele da professora universitária lésbica Júlia, a atriz Ana Paula Arósio sofre como o diabo para esquecer a ex-companheira Antônia. Enquanto o amigo, também homossexual e viúvo, Hugo (Murilo Rosa) tenta resgatá-la do fundo do poço levando-a para morar no subúrbio do Rio de Janeiro. Inspirado no livro Como esquecer: anotações quase inglesas, de Myriam Campello, o filme nem sequer considera o conflito de sexualidade.

— Os personagens já têm mais de 30 anos, supõe-se que já tenham essa questão bem resolvida — explica a diretora.

O esforço maior da produção concentrou-se em apresentar os sentimentos de pessoas que lidam com a perda, de maneiras diferentes.

— Acho que a Júlia é mais o estereótipo de uma mulher intelectual do que homossexual. A maneira de lidar com as perdas é que é a questão. Tentamos apresentar dramas humanos sem o uso de personagens caricatos, histriônicos. A gente fala sobre relacionamentos — sintetiza Malu.

Ano passado, o filme Do começo ao fim, de Aluizio Abranches, gerou polêmica. Menos por retratar a homossexualidade e mais porque o terceiro longa do diretor concentra o romance dos protagonistas entre dois irmãos.

Após uma bateria de entrevistas com produtores, atores e personalidades cinematográficas, a impressão da jornalista e apresentadora do Canal Brasil Simone Zucolloto é de que as mudanças ainda são tímidas.

— A maior conclusão é que o cinema brasileiro até hoje não aborda o homossexual da mesma maneira que aborda o heterossexual. Em geral, o viés dramático é sempre baseado na sexualidade — resume Simone.

Para o professor da escola de comunicação social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denílson Lopes, os novos filmes brasileiros que tratam do tema da homossexualidade tentam, de alguma forma, iniciar um diálogo com plateias cada vez maiores.

— Os filmes são acessíveis e não têm nada de experimentais. Não se vinculam ao cinema novo, marginal ou à videoarte. São filmes que almejam um público mais amplo — acredita o pesquisador.

Porém uma outra espécie de exclusão pode estar acontecendo nas telas.

— Há toda uma construção de quase um novo herói romântico. O gay ultraeducado que é o melhor amigo da amiga heterossexual. Nenhuma pessoa é assim o tempo todo. Todo mundo tem zonas cinzas. Essa inversão da imagem negativa para positiva tem sido feita de um jeito muito simplificado. É preciso se lembrar que a figura do herói pode ser tão simplista quanto a do vilão — critica Lopes.


CORREIO BRAZILIENSE

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

José Padilha vai ser jurado do Festival de Sundance

O cineasta brasileiro José Padilha, 43, vai ser um dos jurados do Festival de Sundance deste ano.

O diretor de "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2" vai julgar os filmes da categoria documentário internacional.

Além de Padilha, também estará no júri da categoria a britânica Lucy Walker, que dirigiu o filme "Lixo Extraordinário", sobre o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz no aterro sanitário do Jardim Gramacho (RJ).

Completa o trio o produtor Mette Hoffmann Meyer.

Nas demais categorias, destaques para Matt Groening, criador de "Os Simpsons", que julgará os documentários americanos; America Ferrera, protagonista de "Ugly Betty", e Jason Reitman, diretor de "Obrigado por Fumar", que vão julgar ficções americanas; e Susanne Bier, que acaba de vencer o Globo de Ouro de filme estrangeiro, que julgará as ficções internacionais.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (18) pela organização do evento, que ocorre entre os dias 20 e 30 de janeiro.

O festival é considerado um dos mais importantes do mundo e tem foco em produções independentes.

Produções 3D já representam um quinto da bilheteria do país

São 277 salas, para onde aflui 13% do público pagante

Segmento 3D obteve bom desempenho em 2010, com apenas 21 títulos no formato (Reuters)
O segmento de filmes em 3D já representa um quinto do mercado do cinema no país. São 277 salas, para onde aflui 13% do público pagante. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, entidade responsável pelo acompanhamento do setor.

Em 2009, o Brasil contava com 96 salas com tecnologia 3D, segundo o Sindicato. Os números do segmento chamam ainda mais atenção quando se leva em conta que, durante o ano, foram exibidos apenas 21 títulos no formato, contra mais de 300 filmes 2D.

O Sindicato também divulgou os números consolidados do mercado em 2010 - em dezembro, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) havia se antecipado e divulgado uma conta parcial. Foram vendidos 137 milhões de ingressos no ano passado, um aumento de 22% em relação a 2009, e a renda bruta do setor chegou a 1,278 bilhão de reais, 32% maior que a do ano anterior.

A EVOLUÇÃO DO CINEMA NO BRASIL

Público
2010: 137 milhões de pagantes
2009: 112 milhões de pagantes
2008: 89,4 milhões de pagantes
2007: 88,7 milhões de pagantes

Variação em 2010 em relação a 2009: +22%
Variação em 2009 em relação a 2008: +25%

Renda bruta
2010: 1,278 bilhão de reais
2009: 966 milhões de reais
2008: 726,7 milhões de reais
2007: 708 milhões de reais

Variação em 2010 em relação a 2009: +32%
Variação em 2009 em relação a 2008: +32,7%

Preço médio do ingresso
2010: 9,33 reais
2009: 8,62 reais
2008: 8,12 reais
2007: 7,98 reais

Variação em 2010 em relação a 2009: +8%
Variação em 2009 em relação a 2008: +6%

Produção nacional
(participação no total)
2010: 19%
2009: 14,3%
2008: 10%
2007: 11,5%

(Fonte: Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro)

Pânico 4

O primeiro longa da série Pânico, de 1996, inaugurou uma nova leva dos chamados slasher movies, filmes onde um assassino psicopata mata de maneira violentíssima um grande número de vítimas. Agora Wes Craven, o diretor dos filmes da série, resolveu subverter os clichês do gênero que ele mesmo ajudou a reviver no próximo longa da franquia, Pânico 4.

No filme, Sidney Prescott (Neve Campbell) ignora todo e qualquer bom senso e retorna à cidade de Woodsboro para divulgar seu livro de auto-ajuda. Lá ela reencontra o xerife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox), que estão casados, sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Claro que o assassino mascarado não ficaria de fora dessa animada reunião: ele retorna, juntamente com sua faca, para aterrorizar a pequena cidade.

Agora a nova geração de Woodsboro, que encarava como piada os assassinatos que ocorreram no local há mais de dez anos, vai ter que usar todo o conhecimento adquirido com inúmeros títulos duvidosos de filmes de terror para sobreviver. Mas esses jovens também contam com a tecnologia avançada para ajudá-los no embate contra o assassino. Confira abaixo o segundo trailer do filme, que conta com mais sustos, mais humor e mais violência.

No elenco do filme, também temos Hayden Panettiere, Alison Brie, Anthony Anderson, Anna Paquin e Kristen Bell.

Pânico 4 chegará ao Brasil no dia 05 de abril de 2011.

(D.C.)

"Vai ser como uma volta no tempo", diz Elijah Wood sobre ''O Hobbit''

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Para Elijah Wood, filmar "The Hobbit", de Peter Jackson, vai ser como uma reunião de família da Terra Média. Muitos dos atores da trilogia original "O Senhor dos Anéis" vão retornar à Nova Zelândia para as filmagens de "The Hobbit", no inverno deste ano. O próprio Elijah Wood confirmou na semana passada que fará novamente o personagem Frodo.

"Ian McKellen estará de volta, Cate Blanchett também, Andy Serkis e Orlando Bloom", disse Wood ao Hollywood Reporter. "Vai ser como uma volta no tempo."

Quanto a outros atores que podem juntar-se ao elenco, Wood insistiu que não sabe de nada. E isso se aplica também a Sean Astin, seu fiel companheiro em "Senhor dos Anéis". "Nem li o roteiro ainda", disse ele.

Wood sabe que seu papel será pequeno e será rodado em fevereiro. Como Frodo não aparece no livro "The Hobbit", de J.R.R. Tolkien, Wood disse que aceitou o papel ciente de que o livro seria respeitado. "Eu só teria tido reservas em aceitar o papel se houvesse algo que infringisse sobre a integridade do livro original", disse ele. "Mas isso não vai acontecer."

Embora preveja um reencontro dos participantes de "Senhor dos Anéis", Elijah Wood não acredita que será uma repetição da sessão na qual os atores principais da trilogia fizeram tatuagens "de união" durante as filmagens da série original. "Acho que não, mas nunca se sabe", disse ele.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Crítica francesa aplaude 'Abel', do mexicano Diego Luna


PARIS, França - Lançado na quarta-feira passada, na França, "Abel", primeiro filme de ficção dirigido pelo ator mexicano Diego Luna, foi recebido com o aplauso praticamente unânime da crítica parisiense. O Abel do título é um menino autista, criado em um centro de atendimento e que volta para casa com a mãe e os dois irmãos. Ele se vê como chefe da família, sem que ninguém o discuta, até que um dia o pai volta para casa.

"Com a distância, acho que empurramos as crianças para deixar de ser crianças antes do tempo, os confrontamos com temas como a morte, a violência, a guerra, a separação dos pais, sem sequer nos darmos conta nem pararmos para pensar primeiro neles", disse Diego Luna à AFP por ocasião da pré-estreia do filme no último Festival de Cannes.

Várias publicações ressaltam que o filme "navega com brio entre o drama e a comédia".

Para o jornal de distribuição gratuita 20 Minutos, "esta primeira direção (...) revela uma assombrosa maturidade para traçar o perfil tragicômico de um menino magoado".

Segundo o Le Monde, "'Abel' se mantém à margem das duas influências que dominam hoje em dia o cinema mexicano, Robert Bresson (Carlos Reygadas, Amat Escalante, Fernando Eimbcke) e Hollywood (Alejandro González Giñárritu), Alfonso Cuarón. Entre ambas, Diego Luna começou a traçar um caminho promissor".

Para a revista de espetáculos Figaroscope, "este filme é uma espécie de pequeno milagre de sensibilidade sobre a história de um trauma".

Diego Luna "filma o 'huis clos' familiar com uma doçura fria, atenta a cada um dos personagens e evitando qualquer psicologismo. O jovem Abel não chora nunca, o filme tampouco", destacou o Libération.

Antes de "Abel", Diego Luna dirigiu um documentário sobre Julio César Chávez, lenda do boxe mexicano e mundial.

Aos 31 anos, ele trabalhou como ator em cerca de 40 filmes, entre eles "E Sua Mãe Também", "Nicotina", "Pacto de Justiça" e "Milk - A Voz da Igualdade".

A Garota da Capa Vermelha

A releitura gótica de Chapeuzinho Vermelho, A Garota da Capa Vermelha, é mais uma história que você provavelmente não contará para seus filhos dormirem. O novo cartaz do filme traz Amanda Seyfried correndo pelo bosque num clima bastante sombrio (clique para ampliar).

No longa, Seyfried interpretará Valerie, uma bela jovem que está dividida entre dois homens. Mesmo apaixonada pelo forasteiro Peter (Shiloh Fernandez), Valerie não consegue se desvencilhar do casamento arranjado com o abastado Henry (Max Irons). Para não se separarem, os dois planejam fugir juntos, mas a irmã mais velha de Valerie é morta por um lobisomem que ronda a floresta negra que circunda a vila. Os moradores do vilarejo tinham uma trégua com a fera, mantida por meio de um sacrifício mensal de um animal. Mas agora que a criatura tirou uma vida humana, a população sedenta de vingança chama um famoso caçador de vampiros, Padre Solomon para ajudá-los a matar o lobisomem. Mas uma notícia dada por Solomon cria pânico na vila: qualquer um deles pode ser a fera.

O filme será dirigido por Catherine Hardwicke, de Crepúsculo. As atrizes Virginia Madsen e Julie Christie também integram o elenco.

A Garota da Capa Vermelha chegará ao Brasil no dia 21 de abril de 2011.

(D.C.)

Segura a lagarta por 10 segundos, então?

Publicado em 13/01/2011
Por Victor Martinez (@vectu)


Um elefante
Dois elefantes
Três elefantes
Quatro elefantes
Cinco elefantes
Seis elefantes
Sete elefantes
Oito elefantes
Nove elefantes
Dez elefantes! Lá vou eu!

Quem nunca brincou de esconde-esconde na infância talvez nunca tenha tido uma infância de verdade. Era tão gostoso. Ficar escondido era maravilhoso! Eu adorava. Ficava horas pensando na minha vida, ali, no meu esconderijo. Deixava de prestar atenção no jogo para pensar em mim e no mundinho a minha volta. A adrenalina abaixava e eu começava a viajar. Era pura nostalgia.

Sensação, que o filme Dez Elefantes de Eva Randolph acaba provocando nos espectadores. Durante os 15 minutos, a menina Clarinha nos lembra de momentos muito peculiares da infância. Devaneios. Mas devaneios que garantiam certezas e as vezes criavam alguns medos. Quando não das pequenas situações, das interpretações sobre essas situações.

Clara tem 8 anos e mora com a mãe e o irmão em uma casa no campo. No filme, as crianças brincam de esconde-esconde naquele lugar bucólico e os pequenos detalhes desse universo pontuam as sutilezas dessa idade: o rio, a casa, o quarto, as galinhas, a lagarta, o gato, as brincadeiras e é claro… as conversinhas entre os irmãos.

E tudo de uma forma muito simbólica e silenciosa. Os ruídos daquela atmosfera e o jogo de imagens com diversos elementos compõem o curta de uma forma muito eloqüente. Por exemplo, se no início, um ovo sendo cozinhado anuncia o começo da trama, no final, a galinha que vai para a panela aponta um desfecho. Se não do roteiro, da própria vida.

Gravado no município carioca de Miguel Pereira, o projeto foi escolhido pelo concurso de roteiro do RioFilmes. Foi assim que o curta, que era para ser filmado como exercício no curso de cinema de Randolph, tornou-se uma produção com orçamento de R$ 60 mil e filmado em 35mm. O que era para durar dois meses, acabou ocupando sete meses da equipe. E mais… o filme esteve em vários festivais e ganhou muitos prêmios. Aqui e na gringa.

Diretor confirma intenção de transformar álbum do Green Day em filme

Quem conhece o álbum American Idiot, da banda americana Green Day, não se surpreendeu quando as músicas deram origem a um musical em 2010. A novidade do cantor Billie Joe Armstrong e do diretor Michael Mayer é a ideia de transformar o espetáculo em um filme. Interessante ou absurdo?

Para quem ficou sem entender, a gente explica. American Idiot é um álbum conceitual que conta a história de três jovens sem rumo nos EUA pós-11 de setembro. Jesus of Suburbia odeia sua cidade e sua vida e deseja ir embora e recomeçar do zero. Ele conhece a garota Whatsername e St. Jimmy, um punk rebelde e autodestrutivo. Cada música do disco conta uma parte do desenvolvimento dos três personagens até um final supostamente trágico. Essa também é a história do musical, estrelado por Billie Joe Armstrong.

A ideia para o filme foi divulgada nesta semana, por Mayer, mas os planos já são antigos. Em 2009, Tom Hanks e Gary Goetzman já haviam expressado interesse em produzir. "Nós queremos fazer isso, então, acreditamos que é possível", disse Mayer ao New York Times.

Billie Joe também já falou sobre a adaptação, em entrevista à MTV americana, no ano passado: "Seria melhor se aproveitássemos as pessoas que já fazem parte da peça". Porém, Mayer já deixou claro que o vocalista do Green Day, de 38 anos, não deve repetir o papel de St. Jimmy no cinema. Enquanto ainda não há detalhes sobre a produção, dá para se ter uma ideia do clima da história nos clipes do Green Day para as músicas de American Idiot.

(O.C.)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Samsung cria a geladeira que todo viciado em tecnologia e internet quer

Eduardo Moreira
Para o TechTudo

De que vale tanta tecnologia se ela não nos oferecer aquele algo mais? Mesmo porque, todo fanático por tecnologia gostaria de ter em sua casa produtos que vão além daqueles que os 'demais mortais' possuem. Pensando nisso, a Samsung perguntou: Que tal você ter uma geladeira que atualiza o seu Twitter, toca músicas do Pandora, acessa o seu Google Calendar e se conecta à internet pelo Wi-Fi?


A geladeira da Samsung é perfeita para os internautas 'assaltantes de geladeira' (Foto: Divulgação)Esse produto irresistível pode ser visto em ação durante a CES 2011, em Las Vegas, no stand da Samsung. O modelo RF4289 foi revelado já em estágio totalmente funcional, referindo-se ao novo produto de seu portfólio como "um refrigerador conectado", com recursos inteligentes que podem ser acessados pela sua tela de toque de 8 polegadas.

Entre as suas principais virtudes, a RF4289 pode registrar anotações de todos os membros da família, acessar os dados do Google Calendar de forma individual, para cada um dos moradores da casa, e consultar a previsão do tempo e temperatura de sua cidade.

Algumas configurações da geladeira, como o controle de sua temperatura interna, também podem ser ajustados pela pequena tela externa.

Outra grande vantagem dessa geladeira da Samsung é que, como ela está conectada à internet, a dona de casa que estiver indecisa sobre o que vai fazer para o almoço ou jantar pode fazer uma consulta rápida ao site Epicurious.com na tela. O serviço, que já vem com um aplicativo pré-instalado, possui uma série de dicas rápidas de culinária e receitas completas, ideais para dar uma variedade no cardápio da família.

Por fim, a geladeira também chama a atenção por seu acabamento refinado.

A geladeira da Samsung chegará no mercado em abril de 2011, custando módicos US$ 3,299. Não custa sonhar. Abaixo, um vídeo com a demonstração do produto.

Christopher Lee, o Saruman, é confirmado no longa

Ao que parece, esta é uma ótima semana para os fãs das obras de J.R.R. Tolkien. Depois de Andy Serkis, intérprete da criatura Gollum, ter sido confirmado no novo longa a se passar na Terra-média, o incansável Christopher Lee veio a público comentar a reprise de seu papel como Saruman em O Hobbit.

O site oficial do ator noticiou a participação:

"Lentamente, mas de modo seguro, Peter Jackson conseguiu garantir o retorno da maioria das estrelas principais da franquia O Senhor dos Anéis para sua pré-sequência ainda a ser filmada, baseada no livro de J.R.R. Tolkien, O Hobbit. Sir. Christopher Lee esteve em negociações para reprisar seu papel como o mago Saruman e agora parece certo, já que está em boa saúde, que ele vai aparecer no filme."

O longa apresentará um Saruman de índole completamente diferente daquela mostrada em O Senhor dos Aneis. Será a chance de os espectadores o verem antes do início de sua obsessão pelo Um Anel, quando ainda era um grande mago a serviço da ordem e da paz, assim como Gandalf.

O Hobbit estreia nos cinemas americanos em 2012.

Acionista das Letras

Vocês já ouviram falar de um carioca chamado Rodrigo Teixeira? Ele é um acionista de textos. Compra e vende histórias. Trabalhando em paralelo, é claro, com o cinema. Dono da produtora RT Features, que fez entre outros filmes O Cheiro do Ralo (2006), Teixeira, de 34 anos, vê um bom negócio, onde um crítico vê uma obra prima. Onde um autor vê uma ideia, ele vê grana.

Sua empresa tem os direitos de adaptação de pelo menos 30 títulos. Dentre os quais O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, Vale Tudo: o Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, e Pornopopéia, de Reinaldo Moraes. O produtor Teixeira até usa a Lei Rouanet para a produção dos filmes, mas não para a aquisição dos direitos. Ele só tem uma lista interessante de investidores, que conta com figuras como o empresário Eike Batista.

O negócio parece estar dando certo. No final de 2009, ele fez um acordo com o biógrafo Fernando Morais de R$ 180 mil. Como foi rejeitado pela Companhia das Letras ao pedir um adiantamento para a continuação da pesquisa de 2 anos para seu próximo livro, Morais foi conversar com Teixeira que, por sua vez, não hesitou: deu dinheiro para a pesquisa e ainda comprou os direitos do livro. Isto é, tornou-se dono da futura adaptação, sem que uma única linha estivesse escrita. Loucura?! Pelo jeito, não.

Em 2010, o figura se lançou no mercado internacional com a compra dos quadrinhos Umbigo Sem Fundo, de Dash Shaw. Ele pagou US$ 50 mil, aproximadamente R$ 84 mil, e tem três anos para fazer o filme. Além disso, fechou acordo com Julian Fellowes, ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2001 pelo texto do filme Assassinato em Gosford Park, para adaptar o livro O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, para cinema, e em inglês!

Teixeira já desembolsou de R$ 10 mil a R$ 400 mil em suas aquisições. Ele entende sua profissão como um mercado de private equity, que é uma modalidade em que grandes empresas investem em menores, ainda não listadas na bolsa, buscando lucro a longo prazo.

Espião tem data para retornar às telonas

Bond está de volta. Depois do acordo entre a MGM e a Warner Bros. para dar início à produção de O Hobbit, o mundo ficou a espera de notícias sobre o projeto futuro de outra franquia gigantesca do estúdio, James Bond. Agora a espera acabou: os produtores do filme lançaram um comunicado em que confirmam que Sam Mendes assumirá a direção do filme, conhecido atualmente apenas como Bond 23, e que Daniel Craig retornará no papel do espião. E mais: o filme ganhou até uma data de estreia - dia 09 de novembro de 2012.

Craig, como 007, e o diretor Sam Mendes.

O roteiro do filme será escrito por Neal Purvis e Robert Wade, que já trabalharam em outros filmes da franquia, e John Logan, de O Aviador. Ainda não há informações sobre a história do 23º filme do agente secreto, embora provavelmente ela adentre mais na misteriosa organização Quantum, que infernizou a vida de Bond e de suas mulheres nos dois filmes anteriores da franquia, Casino Royale e Quantum of Solace.

O restante do elenco deve ser escolhido em breve. O Deadline London informou que Barbara Broccoli, produtora do filme, quer que o ator britânico Simon Russel Beale interprete o vilão do filme.

As filmagens começarão no final de 2011.

(D.C.)

Sai Charlize Theron e entra Ed Westwick no longa

De playboy em crise a biógrafo do maior chefe do FBI de todos os tempos, a carreira do ator Ed Westwick decolou para além do mundo das traições e intrigas de Gossip Girl, badalada série de TV da qual faz parte desde 2007.

No filme J. Edgar, que narra a história de vida do controverso primeiro diretor do FBI, J. Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio), Westwick fará o papel de um agente com habilidades literárias que Hoover emprega a fim de escrever sua biografia. A informação é do Deadline Hollywood.

O ator passa a compor um elenco que já conta com DiCaprio, Judi Dench (007 Quantum of Solace) e Armie Hammer (A Rede Social), que interpretará um amante secreto do diretor de Edgar Hoover.

Ed Westwick, Leonardo DiCaprio, Judi Dench e Armie Hammer

Paralelamente à confirmação de Westwick, foi anunciado que Charlize Theron recusou o papel de Helen Gandy, secretária pessoal do diretor do FBI. Em substituição à atriz, cogita-se os nomes de Naomi Watts (Jogo de Poder) e Amy Adams (O Vencedor).

O filme do diretor Clint Easwood está previsto para estrear nos cinemas dos Estados Unidos no ano de 2012.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lixo gratuito no cinema

Está marcada a pré-estreia do filme Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Será na próxima quinta-feira, no dia 13 de janeiro, às 20h no Cine Livraria Cultura. E mais…a sessão será gratuita!

Para quem não sabe, esse longa é sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Filmado em três anos, o longa acompanha o Muniz, nascido em 1961, em sua viagem do bairro nova-iorquino do Brooklyn (EUA), onde vive, até o bairro carioca, onde fotografou um grupo de catadores de lixo.

Ele viajou para fazer fotografias desses trabalhadores, mas de uma maneira muito peculiar. Depois de fotografar os catadores em diversas poses, inclusive numa recriação do quadro Marat assassinado, de Jacques-Louis David (1793), Muniz levou os retratados para um galpão e, a partir das fotografias, recriou as imagens com objetos encontrados no próprio lixo.

Ficou interessado?! Vá conferir a pre-estreia nessa quinta. Dica: as senhas devem ser retiradas na bilheteria do cinema a partir das 19h, do dia da exibição. Portanto, chegue cedo!